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Atleta mato-grossense conquista medalha de ouro no Brasileiro Sub-16 de Atletismo

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Maria Luiza Pereira, do Instituto Águias, foi campeã nacional da categoria nos 300 metros com barreira

A mato-grossense Maria Luiza Pereira de Almeida foi campeã nacional nos 300 metros com barreira do Campeonato Brasileiro de Atletismo Sub-16. A competição foi realizada entre os dias 24 a 26 de outubro, em João Pessoa-PB.

 

Atleta do Instituto Águias (MT) e municiada pelo treinador Claudio Mendes, Maria superou as adversárias com resiliência e conquistou a medalha de ouro após uma remontada impecável nos instantes finais da prova em um tempo de 40s70.

 

Aluna do colégio São Gonçalo, Maria Luiza não escondeu a emoção nas suas redes sociais. “Que emoção, minha gente. Ainda sem acreditar. Foram dias intensos, semanas seguidas de muita competição, mas graças a Deus deu tudo certo. Dia 25 de outubro foi aniversário da minha mãe, ela brincou que o presente seria o ouro, pois bem mãe, eu não aceito brincadeira”, destacou.

 

A atleta chegou a conquistar medalhas de bronze nos Jogos Escolares Brasileiros (JEBs) de Brasília (2023) e em Recife (2024). Maria também conta com incentivos e apoiadores, como o programa Olimpus MT, nas suas competições.

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“Você deixaria sua filha lutar com atleta trans?”, questiona Michelly

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Michelly defendeu que a Procuradoria-Geral do Legislativo se manifeste sobre o caso

A vereadora Michelly Alencar (UB) voltou a defender a proteção do esporte feminino e criticou nesta quinta-feira (18), a decisão do Tribunal de Justiça de Mato Grosso (TJMT) que declarou inconstitucional a lei municipal que restringia a participação de atletas trans em categorias femininas nas competições realizadas em Cuiabá.

Em pronunciamento na tribuna da Câmara Municipal, Michelly afirmou que a discussão não se encerra com a decisão judicial e defendeu que a Procuradoria-Geral do Legislativo se manifeste sobre o caso. A norma anulada pelo TJMT é de autoria do vereador Rafael Ranalli e havia sido aprovada pela Câmara e sancionada pelo prefeito Abílio Brunini (PL). A lei estabelecia o sexo biológico como critério para definição das categorias esportivas.

Segundo a parlamentar, a defesa da medida está relacionada à busca por equilíbrio competitivo nas modalidades esportivas femininas. “Você deixaria sua filha entrar em um ringue de boxe com um atleta trans? Você acharia justo uma mulher disputar uma prova de atletismo com uma atleta trans? Nós não estamos falando de ideologia. Estamos falando de competitividade”, afirmou.

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O Órgão Especial do TJMT decidiu, por unanimidade, derrubar a legislação sob o entendimento de que compete à União legislar sobre normas gerais do desporto, tornando a lei municipal formalmente inconstitucional. A ação foi proposta pela Associação da Parada do Orgulho LGBTQIA+.

Mesmo reconhecendo a decisão da Justiça, Michelly reforçou que continuará defendendo a pauta. “Eu respeito a decisão do Tribunal de Justiça, mas também respeito o direito desta Casa de se posicionar. Vamos atuar dentro de todas as legalidades jurídicas para defender aquilo que acreditamos ser justo para o esporte feminino”, declarou.

“Eu sou extremamente contra a competição de atletas trans em categorias femininas. Não existe competitividade igualitária quando mulheres com formação biológica feminina disputam espaço com atletas que tiveram formação biológica masculina. É preciso continuar defendendo o óbvio”, afirmou.

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