Medida permite que jogadores estrangeiros deixem clubes dos dois países de forma unilateral
Diante da continuidade da guerra entre Rússia e Ucrânia, a Fifa anunciou nesta quarta-feira (2/7) a prorrogação da regra que autoriza jogadores estrangeiros a suspenderem seus contratos de forma unilateral com clubes sediados nos dois países. Inicialmente adotada em 2022 como resposta ao início do conflito, a medida havia expirado no fim de junho, mas foi estendida até 30 de junho de 2026.
A decisão foi tomada em razão da retomada da intensidade dos combates e visa preservar os direitos trabalhistas e a segurança dos atletas estrangeiros. A norma dá respaldo legal para que jogadores deixem as equipes sem necessidade de rescisão formal, o que normalmente exigiria acordo mútuo ou pagamento de multa.
Prazo para suspensão segue até 1º de agosto
A nova temporada do futebol russo e ucraniano começa entre julho e agosto, e a Fifa estipulou que os atletas interessados em suspender seus contratos deverão fazê-lo até o dia 1º de agosto de 2025. A janela tem como objetivo garantir que as decisões ocorram de forma clara e dentro de prazos razoáveis.
Em comunicado, a entidade destacou que a prorrogação da regra visa assegurar “decisões tempestivas e transparentes, prevenindo abusos e fornecendo segurança jurídica para todas as partes envolvidas”.
Impacto no mercado e proteção aos atletas
A extensão da medida tem implicações diretas no mercado internacional de transferências. Jogadores que optarem pela suspensão poderão atuar por outros clubes, ainda que mantenham vínculo suspenso com os times de origem. Isso gera oportunidades de movimentações sem custos imediatos para clubes interessados em contratá-los.
Desde 2022, diversos atletas estrangeiros utilizaram esse recurso para deixar a Rússia e a Ucrânia, em especial no auge das tensões militares. Agora, com o prolongamento do cenário de instabilidade, a Fifa reforça sua posição de oferecer amparo legal e humanitário aos profissionais afetados pelo conflito.