Equipe austríaca contestou manobra do piloto da Mercedes durante o Safety Car, mas federação recusou a reclamação.
A vitória de George Russell no Grande Prêmio do Canadá de Fórmula 1, disputado no último domingo (15/6), gerou polêmica nos bastidores. A Red Bull, equipe de Max Verstappen, que terminou na segunda colocação, entrou com um protesto contra o britânico por uma suposta manobra irregular durante o período de Safety Car, nas voltas finais da corrida.
O incidente aconteceu na volta 67 de 70, após uma colisão entre os carros da McLaren, de Lando Norris e Oscar Piastri, que provocou bandeira amarela e acionou o Safety Car. Na ocasião, Russell alegou que Verstappen teria realizado uma ultrapassagem indevida. Ao mesmo tempo, o holandês acusou o rival de “frear de maneira irregular” na reta oposta.
A decisão da FIA
A Red Bull formalizou a queixa, acusando Russell de “condução irregular sob Safety Car e comportamento antidesportivo”. Segundo o documento da equipe, o britânico freou de forma desnecessária entre as curvas 12 e 13, o que forçou Verstappen a ultrapassá-lo momentaneamente antes de devolver a posição.
A Federação Internacional de Automobilismo (FIA), no entanto, recusou o protesto após análise das imagens e dos dados telemétricos. A entidade entendeu que Russell freou com o objetivo de manter distância segura do Safety Car e preservar a temperatura dos freios e pneus, prática comum nesse tipo de situação.
Com isso, o resultado da pista foi mantido: Russell venceu, seguido por Verstappen em segundo e o jovem Kimi Antonelli em terceiro lugar, que subiu ao pódio pela primeira vez na carreira na Fórmula 1.
Clima tenso e disputa acirrada
O episódio evidencia o clima de alta tensão na temporada 2025 da Fórmula 1, marcada por uma disputa cada vez mais acirrada entre Mercedes e Red Bull. Verstappen, que já acumula pontos na carteira e está a um da suspensão, vive um ano desafiador, enquanto Russell se consolida como uma das grandes forças do grid.