Australiano pode igualar sequência de vitórias que apenas Ayrton Senna conquistou pela equipe inglesa; Ímola carrega simbolismo especial para a McLaren
Líder do campeonato mundial de pilotos em 2025, Oscar Piastri está prestes a alcançar um marco histórico pela McLaren. Caso vença o GP da Emília-Romagna, neste fim de semana, o jovem australiano chegará à sua quarta vitória consecutiva, algo que apenas Ayrton Senna conseguiu com a equipe britânica.
Senna atingiu a marca em duas ocasiões: em 1988, com triunfos na Inglaterra, Alemanha, Hungria e Bélgica, e em 1991, ao vencer nos Estados Unidos, Brasil, Mônaco e em Ímola — circuito onde Piastri tentará repetir o feito. A marca reforça o nível de performance do piloto de 23 anos, que já superou nomes como Lando Norris, seu companheiro de equipe, e o atual campeão, Max Verstappen.
Sequência de vitórias e desempenho promissor
A impressionante sequência de Piastri começou com a vitória no GP do Bahrein, seguiu com o primeiro lugar na Arábia Saudita e se consolidou com mais um triunfo em Miami. A consistência o colocou na liderança do campeonato e o posiciona como principal nome da McLaren na temporada.
Ímola, porém, representa um desafio. Em 2024, Piastri teve um ótimo desempenho no treino classificatório, marcando o segundo melhor tempo, mas acabou penalizado e largou em 5º lugar, terminando a prova na 4ª posição. Agora, com a equipe em franca evolução técnica, a expectativa é de que ele possa brigar pela vitória do início ao fim.
Ímola, Senna e o peso da história
Mais do que um circuito tradicional, Ímola é carregado de emoção e memória, especialmente para a McLaren. Foi nesse traçado que Ayrton Senna perdeu a vida em 1994, durante o trágico fim de semana do GP de San Marino. Desde então, o local abriga um memorial ao tricampeão mundial, com uma estátua em tamanho real que se tornou ponto de peregrinação para fãs da F1.
Se vencer neste palco simbólico, Piastri não apenas reforçará sua candidatura ao título de 2025, mas também se inscreverá na história da McLaren ao lado do maior ídolo da equipe, numa conexão entre gerações marcada pela excelência e pela reverência ao passado.