Com pouca minutagem no Real Madrid, Endrick e Rodrygo temem perder espaço também na Seleção sob o comando de Ancelotti
A chegada de Carlo Ancelotti ao comando da Seleção Brasileira, marcada pela primeira convocação em 26 de maio, está sendo acompanhada de perto por brasileiros que já convivem com o treinador no Real Madrid. Militão, Vini Jr., Rodrygo e Endrick fazem parte desse grupo, mas, nos bastidores, os dois últimos demonstram preocupação com a possível repetição de seus atuais cenários na Seleção: perda de espaço e poucos minutos em campo.
Endrick: brilho pontual, espaço limitado
Endrick, apontado como uma das grandes promessas do futebol brasileiro, ainda não se firmou no Real Madrid. Apesar de ter sido artilheiro da equipe na Copa do Rei, com cinco gols, sua minutagem segue limitada. Em 35 jogos, o jovem atacante somou apenas 766 minutos, o equivalente a cerca de oito partidas completas, sempre entrando do banco de reservas. O ataque estrelado da equipe e as escolhas de Ancelotti o mantiveram como peça secundária até agora — cenário que pode se repetir na Seleção, onde o técnico italiano assumirá em breve.
Rodrygo: queda de protagonismo e clima de insatisfação
Rodrygo também vive um momento de incerteza. Embora tenha atuado em 50 partidas e acumulado 13 gols e 9 assistências nesta temporada, o brasileiro perdeu protagonismo nas decisões de Ancelotti. O ápice da frustração veio na final da Copa do Rei, quando foi substituído no intervalo da derrota para o Barcelona, que se sagrou campeão. Desde então, o atacante convive com rumores de insatisfação e possível saída do clube. A ausência em campo nos últimos jogos — devido a uma febre e agora por lesão na perna — agrava o cenário de instabilidade.