Ídolo da Seleção Brasileira reforça preferência por comando nacional e critica possível escolha de estrangeiros para liderar a equipe.
Em entrevista ao programa Arena SBT, o ex-capitão da Seleção Brasileira, Cafu, voltou a defender que o cargo de técnico da equipe nacional seja ocupado por um brasileiro. A declaração vem em meio às especulações sobre a possível chegada do italiano Carlo Ancelotti — atualmente no Real Madrid — como novo comandante da Canarinho. Cafu, que já trabalhou com Ancelotti no Milan, destacou que, apesar de considerar o técnico europeu seu amigo, prefere ver um compatriota à frente da Seleção.
“Somos pentacampeões do mundo. Se o Ancelotti perde um jogo para o Equador, vão questioná-lo de imediato. É preciso alguém que compreenda o peso dessa camisa”, afirmou o ex-jogador.
Técnicos nacionais ganham força
Além de expressar sua opinião contrária à contratação de estrangeiros, Cafu também apontou nomes que considera aptos para o cargo. Entre as sugestões, aparecem Dorival Júnior — demitido após a goleada para a Argentina — e outros nomes de destaque no cenário nacional, como Renato Gaúcho, Rogério Ceni, Roger Machado e até o recém-aposentado Filipe Luís.
Para o pentacampeão, esses nomes têm a sensibilidade e o entendimento do futebol brasileiro, algo que, segundo ele, nenhum estrangeiro poderia reproduzir com a mesma autenticidade.
Relação com Ancelotti não muda opinião
Apesar da proximidade com Carlo Ancelotti — com quem conquistou duas Champions League no Milan (2002/03 e 2006/07) — Cafu não hesitou em manter sua posição firme. Para ele, a amizade e os títulos partilhados com o técnico italiano não bastam para justificar sua escolha como líder da Seleção Brasileira.
A fala do ex-lateral reforça o debate recorrente sobre a identidade do futebol nacional e o papel dos treinadores locais no comando da equipe que mais vezes venceu a Copa do Mundo.