Após a morte do pontífice, presidente da CBF decreta uma semana de luto e homenagens nos gramados do país
A Confederação Brasileira de Futebol (CBF) anunciou, nesta segunda-feira (21), a adoção de um minuto de silêncio antes de todos os jogos organizados pela entidade, em memória do papa Francisco, falecido aos 88 anos. O pontífice, nascido Jorge Mario Bergoglio, morreu às 2h35 (horário de Brasília), com confirmação oficial do Vaticano.
Ednaldo Rodrigues, presidente da CBF, declarou luto oficial de uma semana, expressando pesar pela perda de uma figura considerada símbolo global de compaixão e justiça social. Em comunicado nas redes sociais, a entidade destacou o compromisso do papa com os pobres, lembrando que sua escolha pelo nome Francisco foi uma homenagem a São Francisco de Assis, padroeiro dos desfavorecidos.
Uma Trajetória Histórica
Francisco entrou para a história como o primeiro papa latino-americano, eleito em 2013, após a renúncia de Bento XVI. Nascido em Buenos Aires em 17 de dezembro de 1936, era filho de imigrantes italianos e iniciou sua formação acadêmica na área da Química. Porém, aos 20 anos, decidiu ingressar na vida religiosa, sendo ordenado sacerdote em 1958.
Sua formação inclui um doutorado em Teologia pela Universidade de Freiburg, na Alemanha, e experiências como professor na Faculdade de São Miguel. Sua liderança no papado ficou marcada por posições progressistas, defesa de minorias e crítica à desigualdade econômica.
Repercussão Internacional
A morte do papa gerou comoção global. Líderes políticos, religiosos e artistas manifestaram pesar nas redes sociais. No Brasil, o arcebispo de São Paulo convocou os fiéis a orarem, enquanto o presidente Lula publicou nota de pesar. No exterior, nomes como Donald Trump e Antonio Banderas prestaram homenagens públicas.
Nos estádios, a CBF pretende manter as homenagens ao longo da semana, reafirmando o papel do esporte como espaço de respeito e solidariedade diante de grandes perdas humanas.