Clubes reiteram que Vasco poderá usar estádio em jogos pontuais, mas não fará parte da administração do consórcio
Flamengo e Fluminense emitiram notas oficiais nesta terça-feira (8/4) para negar categoricamente qualquer possibilidade de inclusão do Vasco da Gama no consórcio que administra o Maracanã. A resposta veio após rumores sobre a possível entrada do clube cruzmaltino na sociedade que gere o estádio. Os rivais esclareceram que o acordo firmado com o Vasco é exclusivamente para os anos de 2025 e 2026, permitindo até quatro partidas por ano no Maracanã — desde que haja disponibilidade e condições técnicas adequadas.
Ambos os clubes reforçaram que qualquer mudança na composição do consórcio depende da autorização conjunta de Flamengo e Fluminense, como estabelecido nas cláusulas contratuais que regem a atual gestão do estádio.
Cláusulas blindam Fla e Flu de mudanças sem consentimento
Segundo o Fluminense, é infundada a informação veiculada pelo colunista Diogo Dantas, de O Globo, sobre conversas para redivisão dos direitos de concessão do Maracanã. Em nota, o clube tricolor destacou que o modelo de gestão foi firmado entre os dois atuais administradores e não está previsto no edital do governo estadual.
Entre os pontos destacados pelo Flu, estão: a exigência de aprovação unânime para entrada de terceiros no consórcio; a limitação de participação de novos sócios a no máximo metade da fatia do Fluminense; e a inexistência de prejuízo financeiro ao clube em sua posição como acionista. O acordo recente apenas permite que os clássicos entre os três clubes sejam disputados no estádio com divisão equilibrada de torcida.
Flamengo reforça posição e critica distorções na mídia
O Flamengo também repudiou qualquer informação que relacione o Vasco à gestão do estádio. Em sua nota, o clube da Gávea foi direto: “Não há qualquer fundamento na informação de que o Vasco possa integrar o consórcio.” A diretoria rubro-negra enfatizou que o acordo firmado é pontual e não representa qualquer negociação de longo prazo ou alteração na estrutura societária atual.
A manifestação pública dos dois clubes evidencia um esforço conjunto para preservar a autonomia da gestão do Maracanã e rechaçar especulações que envolvem mudanças não pactuadas.