Meia revelado pelo Vitória e consagrado no Japão faleceu após longa batalha contra o câncer; carreira foi marcada por títulos, gols e atuações memoráveis.
Leandro Domingues, um dos maiores ídolos da história recente do Vitória, faleceu nesta terça-feira (1º/4), aos 41 anos, vítima de um câncer no testículo, diagnosticado em 2022. Formado nas categorias de base do clube baiano, o meia iniciou sua trajetória no Vitória em 1995, estreando como profissional apenas em 2001. Com a camisa rubro-negra, disputou 141 partidas, marcou presença em seis títulos do Campeonato Baiano e foi peça-chave na histórica campanha do Brasileirão de 2008, quando o clube alcançou uma de suas melhores colocações na elite nacional.
Em nota oficial, o Esporte Clube Vitória lamentou profundamente a perda do atleta, exaltando seu talento, liderança em campo e legado para as futuras gerações. “Leandro sempre foi um verdadeiro maestro em campo”, diz o comunicado, destacando sua dedicação e o carinho eterno da torcida.
Brilho Internacional
Além do sucesso em solo brasileiro, Leandro teve uma carreira consolidada no futebol japonês. Sua passagem mais marcante foi pelo Kashiwa Reysol, onde se tornou ídolo, conquistou títulos e alcançou prestígio internacional. Em 2011, foi eleito o melhor jogador da J-League, consolidando seu nome entre os brasileiros de maior sucesso no futebol asiático. Também atuou por Nagoya Grampus, Yokohama FC e Portuguesa, levando sua visão de jogo e qualidade técnica a diversos gramados.
No Brasil, além do Vitória, vestiu as camisas de Cruzeiro, Fluminense e Betim, mantendo-se sempre como um jogador técnico, cerebral e decisivo.
Números que Falam por Si
Ao longo de sua carreira, Leandro Domingues somou 406 partidas, 114 gols e 100 assistências — números expressivos para um meia. Acumulou 13 títulos, incluindo estaduais, Copa do Nordeste e conquistas no Japão, onde viveu o auge técnico da carreira. Seu estilo de jogo refinado, a inteligência nas movimentações e a liderança silenciosa em campo são lembranças que permanecerão na memória de torcedores no Brasil e no Japão.
Leandro parte cedo, mas deixa um legado eterno.