Com mais de 80% de aproveitamento, Tite lidera a lista; Dorival Júnior aparece apenas na oitava posição
A demissão de Dorival Júnior nesta sexta-feira (28) reacende o debate sobre o desempenho dos treinadores da Seleção Brasileira neste século. Após 16 jogos no comando da Amarelinha, Dorival conquistou 7 vitórias, 7 empates e sofreu apenas 2 derrotas — uma delas, a goleada por 4 a 1 contra a Argentina, na última terça-feira (25). O técnico deixa o cargo com 58,3% de aproveitamento, o oitavo melhor entre os técnicos da Seleção desde o ano 2000.
No topo do ranking está Tite, com um expressivo aproveitamento de 80,2%. Entre 2016 e 2022, ele comandou o Brasil em 81 partidas, somando 60 vitórias, 15 empates e apenas 6 derrotas. Apesar das críticas em Copas do Mundo, os números o colocam como o mais eficiente em termos de resultado neste século.
Dunga aparece duas vezes no ranking, refletindo suas duas passagens pela Seleção. A primeira, entre 2006 e 2010, teve 74,2% de aproveitamento. Já a segunda, de 2014 a 2016, registra 75,6%. Felipão também figura em duas oportunidades, com destaque para o período entre 2001 e 2002, quando conquistou o penta e acumulou 73,3% de aproveitamento.
Confira o ranking completo de aproveitamento dos técnicos da Seleção no século XXI:
1. Tite (2016-2022): 80,2% (60V / 15E / 6D)
2. Dunga (2014-2016): 75,6% (18V / 5E / 3D)
3. Dunga (2006-2010): 74,2% (42V / 12E / 8D)
4. Felipão (2001-2002): 73,3% (18V / 1E / 6D)
5. Felipão (2013-2014): 72,4% (19V / 6E / 4D)
6. Mano Menezes (2010-2012): 69,7% (21V / 6E / 6D)
7. Carlos Alberto Parreira (2003-2006): 65,4% (29V / 17E / 7D)
8. Dorival Júnior (2024): 58,3% (7V / 7E / 2D)
9. Fernando Diniz (2023): 38,9% (2V / 1E / 3D)
10. Emerson Leão (2001): 37% (2V / 4E / 3D)
Com a queda de Dorival, a CBF agora busca um novo nome para liderar a Seleção no ciclo rumo à Copa do Mundo de 2026. A pressão por resultados e por um estilo de jogo convincente segue como desafio para o próximo comandante da equipe mais vitoriosa do planeta.