Reunião no Paraguai reúne ex-jogadores, autoridades governamentais e entidades do futebol para debater ações contra atos discriminatórios nos torneios sul-americanos.
A Conmebol realizou, nesta quinta-feira (27), um encontro em sua sede em Luque, no Paraguai, com foco no combate ao racismo no futebol sul-americano. A reunião reuniu figuras de peso como Ronaldo, Carlos Tévez, Diego Lugano, Claudio Caniggia, Léo Moura e Oscar Ruggeri, além de representantes dos dez países-membros e lideranças de federações locais.
Brasil representado, mas sem presença da CBF
O presidente da CBF, Ednaldo Rodrigues, não compareceu presencialmente, alegando compromissos no Brasil. Ele participou de forma remota, enquanto o Brasil foi representado no evento por José Marcondes, embaixador no Paraguai, pelo ex-atacante Washington, atual presidente da APFUT, e por Luiz Felipe Jesus de Barros, chefe de gabinete do Ministério da Igualdade Racial.
Estopim foi caso de racismo na Libertadores Sub-20
A reunião foi motivada pelas ofensas racistas sofridas pelo atacante Luighi, do Palmeiras, em partida contra o Cerro Porteño pela Libertadores Sub-20, no início de março. O clube paraguaio foi punido com multa de US$ 50 mil e portões fechados, o que gerou revolta do Palmeiras e da presidente Leila Pereira, que classificou a sanção como “ridícula” e ameaçou boicote.
Declaração infeliz acirra tensões
A crise se intensificou após a declaração do presidente da Conmebol, Alejandro Domínguez, que ironizou um possível boicote de clubes brasileiros à Libertadores ao dizer que seria “como o Tarzan sem a Chita”. A frase foi duramente repudiada pela CBF, clubes e pelo Governo Federal, que divulgaram nota conjunta exigindo ações concretas contra o racismo e responsabilização dos envolvidos.
A Conmebol reconheceu que suas sanções são insuficientes e prometeu revisar os regulamentos disciplinares.