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Presidente da FIA quer mais equipes e calendário mais enxuto na F1

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Stefano Domenicali, CEO da F1, e Mohammed Ben Sulayem, presidente da FIA — Foto: Clive Rose/Getty Images

Mohammed Ben Sulayem mantém otimismo por aprovação da Andretti junto à F1 e atribui inchaço da categoria ao calendário: “Precisamos de mais equipes e menos corridas”

Após receber aprovação da Federação Internacional de Automobilismo (FIA), a Andretti Cadillac segue para discussões comerciais com a F1 antes de ser aceita – ou não – como nova integrante no grid da categoria. Presidente da FIA, Mohammed Ben Sulayem segue publicamente favorável à expansão do grid, alegando que o inchaço no campeonato está no gradativo aumento do calendário e não no número de equipes.

– Dizer não para um time que foi aprovado pela FIA… É bem difícil dizer não. Você pode me chamar de otimista, sou sempre otimista. Acho que sim (será aceito) – disse Ben Sulayem à Reuters, acrescentando:

– A FIA deveria estar pedindo, implorando a fabricantes que entrassem. Não deveríamos simplesmente dizer não a elas. Se você pergunta qual é o meu sonho, seria preencher as 12 (vagas) e ter um time dos Estados Unidos de uma construtora, uma fabricante de unidades de potência e um piloto de lá dirigindo. E então ir à China talvez, pedir pela mesma coisa e fazer.

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A candidatura da Andretti Cadillac, parceria entre a montadora americana e a equipe de Michael Andretti (filho de Mario, campeão da F1 1978), foi a única aceita pela FIA; quatro projetos foram inscritos. Agora, o processo segue para discussões comerciais com a F1, que também precisa dar aval – mas o CEO Stefano Domenicali já revelou, em algumas ocasiões, ser contrário à entrada de novos times.

A resistência dentre as atuais equipes do grid é mais voltada ao aspecto financeiro, já que mais um integrante na categoria aumentaria o número de participantes na divisão de receitas. Por isso, novos inscritos estão sujeitos ao pagamento de uma taxa anti-diluição de 200 milhões de dólares como forma de compensação.

O artigo 8.6 do regulamento esportivo da F1 2023 prevê um máximo de 26 carros no campeonato, com dois por equipe – limitando a disputa a 13 times. Sulayem reforça que a entrada de novas integrantes teria respaldo no livro de regras..

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– Os circuitos têm que ter garagens suficientes e espaço para 12 equipes. Acho que o número de corridas é muito alto, em vez do número de equipes. Precisamos de mais equipes e menos corridas. Os times estão olhado para o pedaço de bolo (divisão financeira) deles. Eu entendo as preocupações deles, mas as nossas são distintas – completou.

Na próxima temporada, a F1 terá o maior cronograma da história da categoria, com 24 corridas agendadas. O número, que é o limite previsto no Pacto de Concórdia, esteve previsto para a temporada 2023 – mas o cancelamento dos GPs da Emilia-Romagna (chuvas) e da China (covid-19) reduziu o calendário para 22 etapas.

A F1 2023 retorna em 22 de outubro com o GP dos Estados Unidos, no Circuito das Américas. Restam cinco etapas para o fim da temporada, que já coroou Max Verstappen tricampeão mundial.

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Cris Cyborg conquista cinturão no boxe e desafia Claressa Shields

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Brasileira segue invicta na modalidade e faz oferta milionária para encarar lutadora americana

Cris Cyborg adicionou mais um cinturão à sua premiada carreira de lutadora. Neste sábado, ela derrotou a colombiana Paulina Cardona por nocaute técnico no segundo round e conquistou o título mundial da WIBA (Women’s International Boxing Association) na divisão dos super-meio-médios. O duelo foi realizado em Piraquara, na região metropolitana de Curitiba.

Com a vitória, Cyborg manteve sua invencibilidade na modalidade, onde soma oito vitórias. E o cinturão conquistado se junta à uma coleção invejável no MMA, onde possui os títulos do UFC, Strikeforce, PFL, Invicta e Bellator.

Após o triunfo, a brasileira lançou um desafio através de suas redes sociais à Claressa Shields, um dos grandes nomes do boxe feminino.

“8-0 no boxe. Campeã mundial WIBA na categoria de 154 libras. Claressa Shields, você me desafiou para uma luta na categoria de 154 libras (antes de eu ter qualquer experiência no boxe). Estou aqui. Estou disposta a subir para 72kg (160 libras) para lutar com você. Estou disposta a te oferecer dois milhões de dólares pela luta, mas a luta precisa acontecer antes do fim do ano. Você fala que é a GWOAT (maior lutadora de todos os tempos). Se você não aceitar, essa sigla passa a significar “a mulher mais boba de todos os tempos”.”

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