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Jenni Hermoso depõe na Espanha sobre beijo de Rubiales

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Jenni Hermoso, atacante do Pachuca (MEX) e da seleção feminina da Espanha — Foto: REUTERS/Daniel Becerril

Atacante campeã mundial reafirma não ter dado consentimento ao dirigente e diz se sentir desprotegida

A atacante espanhola Jenni Hermoso depôs na Audiência Nacional da Espanha sobre o beijo dado pelo então presidente da Real Federação Espanhola de Futebol (RFEF), Luis Rubiales, no palco do Estádio Olímpico de Sydney, durante a comemoração do título mundial da Espanha na Copa do Mundo Feminina.

Trechos do depoimento foram divulgados em um programa do canal espanhol Telecinco. Segundo a reportagem, Jenni reafirmou que Rubiales a beijo na boca sem o seu consentimento e lamentou que ainda esteja sofrendo com a repercussão do caso.

– Não mereço estar vivendo tudo isso. Tem sido muito difícil não poder sair de casa, tive que sair de Madri para não sofrer essa pressão. Por que tenho que estar chorando em casa se não fiz nada? – afirmou a jogadora da seleção espanhola, acrescentando que se considerou abandonada pela federação.

– Mancharam a minha imagem, eu senti que ninguém estava me protegendo. Estavam me pedindo que os protegesse, que os ajudasse, mas em nenhum momento senti que alguém estava me protegendo.

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Ao lembrar o que ocorreu no momento do beijo, Jenni explicou que não teve como reagir porque não esperava aquela atitude do dirgente.

– Como ia esperar isso naquele cenário, em uma final de Copa? Eu saudei a rainha (da Espanha), abracei sua filha e o seguinte era Rubiales. A primeira coisa que disse quando o abracei foi que tínhamos conseguido. A única coisa que me lembro é ele me dizer “Esta Copa ganhamos graças a você”. O que lembro depois são as suas mãos na minha cabeça o beijo na boca – contou a jogadora.

– Estava em choque. Um feito histórico que nos custou a vida conseguir. Em nenhum momento podia esperar que acontecesse isso. Pela adrenalina do momento, eu o abracei, era uma pessoa de confiança e ninguém esperaria isso, por muito espontâneo que fosse – disse Jenni no depoimento obtido pela TV espanhola.

Segundo contou a jogadora, ela percebeu que a situação não estava normal no vestiário, quando lhe disseram que estavam falando muito do beijo.

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– Eu disse a elas: “Sei como aconteceu e não foi nada bem. Fiz das tripas coração e continuei comemorando com as minhas companheiras. Não queria me arrepender de não ter disfrutado daquele momento.

A jogadora relatou na Justiça Espanhola a pressão sofrida para atenuar o caso, confirmando o que já havia sido dito por suas companheiras de seleção Alexia Putellas, Irene Paredes e Misa Rodríguez em depoimentos anteriores.

Segundo a jogadora, Rubiales a procurou ainda no voo de volta para a Espanha.

– Ele me disse para ajudá-lo gravando um vídeo em Doha (no Catar) porque estavam lhe chamando de assediador. Pediu para que eu fizesse por suas duas filhas, que estavam chorando.

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Escola da Comunidade reúne até 120 moradores

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Foto: Botof

Em Cuiabá, o Escola da Comunidade atende cerca de 2 mil pessoas e tem previsão de alcançar até 23 unidades escolares em 2026

A Escola Municipal de Educação Básica (EMEB) Lenine de Campos, no bairro Jardim União, reúne de 100 a 120 moradores por dia em atividades gratuitas de esporte e lazer oferecidas pelo programa Escola da Comunidade. Nesta terça-feira (15), crianças, jovens e adultos participaram da programação noturna, com opções de ginástica funcional, futsal e vôlei.

Desenvolvido pela Prefeitura de Cuiabá, por meio da Secretaria Municipal de Esporte e Lazer, o programa utiliza os espaços das unidades municipais fora do horário das aulas. Na EMEB Lenine de Campos, as atividades são realizadas às terças, quintas e sábados e atendem pessoas com idades entre 5 e 60 anos.

“A escola pública é muito mais do que um espaço de ensino: ela também deve estar a serviço da comunidade. A melhor forma de cuidar do patrimônio público é garantir que ele cumpra sua finalidade, sendo utilizado e preservado pela população. Com o projeto Escola da Comunidade, queremos manter esses espaços vivos e integrados aos bairros, oferecendo atividades que promovam saúde, convivência, diversão e lazer para pessoas de todas as idades”, destacou o secretário municipal de Esporte e Lazer, Mateus Silva Alves.

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A programação começa às 18h, com a ginástica funcional voltada ao público feminino. Das 19h às 21h30, a quadra recebe as atividades de futsal e vôlei, que atendem cerca de 50 crianças e jovens dos públicos masculino e feminino. O funcionamento no período noturno também facilita a participação de trabalhadores e de pessoas que não conseguem praticar exercícios durante o dia.

Segundo o professor de Educação Física e instrutor do projeto, Janir Augusto de Aquiles Júnior, as atividades estimulam hábitos mais saudáveis e favorecem a convivência entre os moradores. “O principal benefício é a qualidade de vida. Temos alunas que relatam perda de peso, melhora da autoimagem e mais disposição. Além disso, o projeto movimenta a quadra e promove a integração entre os jovens e a comunidade”, afirmou.

O diretor da unidade, professor Elias Alves, também destaca a aproximação entre a escola e os moradores. “A abertura da escola fortaleceu a integração com a comunidade e ampliou a participação das famílias na vida escolar. Às terças, quintas e sábados, recebemos mães, pais, alunos e outros moradores em atividades esportivas, culturais e de lazer. Essa presença aproxima as famílias da escola, fortalece os vínculos e contribui para o desenvolvimento dos estudantes”, declarou.

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A vigilante Camila Rosenberg procurou o projeto como uma alternativa para deixar o sedentarismo e pretende continuar frequentando as aulas. “Vi o anúncio e vim participar. Gostei muito das atividades. Às vezes, a pessoa não tem dinheiro para pagar uma academia, e aqui a atividade é gratuita e aberta à comunidade”, relatou.

Aluno do 9º ano do Ensino Fundamental, João Pedro de Santiago participou pela primeira vez e ressaltou a oportunidade de integração. “Muda bastante coisa, porque as pessoas que ficariam na rua têm a oportunidade de estar aqui aprendendo.”

Antônio Rafael Sampaio da Silva frequenta a unidade para jogar futebol e conviver com outros moradores. “A gente joga bola, se diverte e fica tranquilo, sem briga”, contou.

O autônomo Kaíke Pereira da Silva, de 24 anos, reforçou o vínculo criado entre os participantes. “Representa alegria para o pessoal da comunidade. Toda terça e quinta o pessoal está aqui jogando, na amizade. Vai criando uma família.”

Em Cuiabá, o Escola da Comunidade atende cerca de 2 mil pessoas e tem previsão de alcançar até 23 unidades escolares em 2026.

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