Equipe de Rondonópolis aguarda entrada de recursos para honrar compromissos com jogadores e comissão técnica
Na noite de segunda-feira (11) o portal de notícias GE MT publicou uma reportagem em que ex-atletas do União Esporte Clube, de Rondonópolis-MT, denunciaram atrasos salariais referente aos últimos meses de trabalho durante a disputa do Campeonato Brasileiro Série D. Eles alegam falta de pagamento de salários referentes aos meses de junho e julho desta temporada.
Um comunicado emitido pelos jogadores afirma repudiar a situação, que se arrasta desde que o Colorado foi eliminado da Série D do Campeonato Brasileiro. Na atual temporada, esse é o segundo episódio de atraso da folha salarial. A nota ainda cita que foram feitos acordos. O grupo de jogadores afirma que abriu mão do restante do contrato – até novembro – e que mesmo assim as tratativas não foram cumpridas pela diretoria colorada.
A folha salarial do União girava em torno de R$ 190 mil mensais na disputa da Série D. A diretoria traçava como meta no ano o acesso à terceira divisão, porém, o time acabou eliminado ainda na primeira fase da competição nacional.
O presidente do clube, Reydner Souza, confirmou o atraso salarial de um mês e 24 dias. Ainda explicou que conta com receita de R$ 1 milhão do Governo de Mato Grosso, por meio do Projeto de Lei n° 963/2021 – “Mato Grosso Série A”, que contempla os clubes do estado na disputa de qualquer divisão do Campeonato Brasileiro. No entanto, o repasse da segunda parcela – R$ 500 mil – foi bloqueado após o União ser notificado de uma ação cível referente a um aluguel de imóvel utilizado pelo clube em 2008.
– Fizemos um planejamento até o fim da Série D – [caso o time chegasse na decisão]. Contamos com o valor do Governo de Mato Grosso. Quando foi para receber o valor, havia uma penhora de R$ 480 mil, proveniente de um aluguel que era de R$ 15 mil na época, dívida referente a outras gestões.
– Travou o repasse do valor. Lutamos para podermos destravar e receber. Na semana retrasada conseguimos fazer o acordo no valor de R$ 350 mil. No entanto, a parcela do governo é de R$ 500 mil, ou seja, o recurso não dá para cobrir toda folha – acrescentou.
O dirigente ressalta que precisa justificar as despesas da primeira parcela recebida, para depois ter acesso a segunda. Reydner Souza, acrescenta que tem conversado com os atletas, mas afirma que não há prazo para quitar os débitos em aberto relacionados a folha salarial dos jogadores, que gira em torno de R$ 380 mil.
O site A Bola Da Vez MT teve acesso a detalhes do “patrocínio” que o Governo do Estado repassará ao clube rondonopolitano. O contrato entre a agremiação e a Secel-MT foi assinado no dia 02 de agosto de 2023 e publicado no dia seguinte. Porém, a penhora citada pelo dirigente impediu que a Secretaria de Cultura, Esporte e Lazer fizesse o repasse por mais de 20 dias, algo que só foi solucionado em 29 de agosto, após o União resolver as suas pendências judiciais.
O repasse da segunda metade, no valor de R$500 mil, só pode ser feito 120 dias após a primeira parcela, conforme o Decreto Estadual nº 1.418/2022, mediante apresentação da prestação de contas da 1ª parcela, que ainda não foi feito pelo time colorado. Sendo assim, o Governo do Estado continua respeitando o prazo legal e o União só deve contar com mais meio milhão de reais no final da temporada, na segunda quinzena de dezembro.