UFC 291

Poatan vence Blachowicz em estreia no meio-pesado e pede disputa de cinturão

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Alex Poatan venceu Jan Blachowicz por decisão dividida (29-28, 28-29 e 29-28) — Foto: Josh Hedges/Zuffa LLC via Getty Images

Brasileiro leva sufoco no primeiro round, sobrevive e evolui na segunda metade da luta para vencer por decisão dividida: “Já tinha algo conversado e acho que mereço disputar o cinturão”

Em sua estreia no meio-pesado (até 93,4kg), o ex-campeão dos médios (até 84kg) Alex Poatan bateu de cara um ex-campeão da categoria. O brasileiro venceu Jan Blachowicz por decisão dividida (29-28, 28-29 e 29-28) numa luta parelha em Salt Lake City, neste sábado, na co-luta principal do UFC 291.

Poatan voltou ao octógono depois de perder o cinturão dos médios para Israel Adesanya, em abril. Agora, com um cartel de oito vitórias e duas derrotas, o lutador paulista espera estar na luta pelo cinturão na sequência. O campeão Jamahal Hill abriu mão recentemente do título após lesão.

– Foi uma luta muito dura, é um cara que sabia que ia me botar para o chão, mas acho que surpreendi ele aqui. Mostrei um pouco do meu nível (no solo), mas calma pessoal, vou mostrar pra vocês tudo que eu sei (…). Tenho um foco, o foco é o cinturão. Assim como fiz no peso-médio e passei por todas as etapas que colocaram na minha frente, agora é a primeira etapa, mas já tinha algo conversado e acho que mereço disputar o cinturão. Não sei quem eles vão colocar, mas vou disputar o cinturão (…). O foco é disputar o cinturão, ser campeão, e depois tenho contas a acertar – disse o lutador ainda no octógono, deixando no ar uma possível nova luta com Adesanya nos médios.

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A luta

O primeiro round foi um passeio completo de Jan Blachowicz. Com menos de dez segundos, o polonês mergulhou na perna direita do brasileiro e a luta foi para a grade. Poatan, ainda de pé, tentou laçar o pescoço para aplicar uma guilhotina, mas não tinha a pegada para ajustar e finalizar. Passado pouco mais de 1min30s, Blachowicz conseguiu derrubar Poatan e depois já foi para as costas. Ali, ficou todo o resto do round, sempre buscando o mata-leão. No sufoco, Poatan resistiu até soar o gongo.

No segundo round, a luta ficou em cima até o segundo minuto, quando Blachowicz tentou de novo o caminho do sucesso do round anterior. O polonês aplicou a queda, caiu por cima e ficou no amasso. Poatan ficou dessa vez apenas um minuto por baixo, conseguiu se levantar e buscou a reação. Restando 1min30 para o fim da parcial, o ex-campeão dos médios foi para cima, colocou duras mãos em Blachowicz e fez o polonês arrefecer.

No round decisivo, Poatan passou a disparar golpes no corpo diante de um adversário mais cansado. No meio da parcial, Blachowicz tentou sem sucesso a queda, enquanto o brasileiro minava sua panturrilha direita. Com o jab, Poatan também tocava mais o rosto de Blachowicz e golpeava a linha de cintura. Faltando 40 segundos para o fim da luta, Blachowicz botou para baixo, mas Poatan mesmo por baixo foi mais agressivo.

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Escola da Comunidade reúne até 120 moradores

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Foto: Botof

Em Cuiabá, o Escola da Comunidade atende cerca de 2 mil pessoas e tem previsão de alcançar até 23 unidades escolares em 2026

A Escola Municipal de Educação Básica (EMEB) Lenine de Campos, no bairro Jardim União, reúne de 100 a 120 moradores por dia em atividades gratuitas de esporte e lazer oferecidas pelo programa Escola da Comunidade. Nesta terça-feira (15), crianças, jovens e adultos participaram da programação noturna, com opções de ginástica funcional, futsal e vôlei.

Desenvolvido pela Prefeitura de Cuiabá, por meio da Secretaria Municipal de Esporte e Lazer, o programa utiliza os espaços das unidades municipais fora do horário das aulas. Na EMEB Lenine de Campos, as atividades são realizadas às terças, quintas e sábados e atendem pessoas com idades entre 5 e 60 anos.

“A escola pública é muito mais do que um espaço de ensino: ela também deve estar a serviço da comunidade. A melhor forma de cuidar do patrimônio público é garantir que ele cumpra sua finalidade, sendo utilizado e preservado pela população. Com o projeto Escola da Comunidade, queremos manter esses espaços vivos e integrados aos bairros, oferecendo atividades que promovam saúde, convivência, diversão e lazer para pessoas de todas as idades”, destacou o secretário municipal de Esporte e Lazer, Mateus Silva Alves.

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A programação começa às 18h, com a ginástica funcional voltada ao público feminino. Das 19h às 21h30, a quadra recebe as atividades de futsal e vôlei, que atendem cerca de 50 crianças e jovens dos públicos masculino e feminino. O funcionamento no período noturno também facilita a participação de trabalhadores e de pessoas que não conseguem praticar exercícios durante o dia.

Segundo o professor de Educação Física e instrutor do projeto, Janir Augusto de Aquiles Júnior, as atividades estimulam hábitos mais saudáveis e favorecem a convivência entre os moradores. “O principal benefício é a qualidade de vida. Temos alunas que relatam perda de peso, melhora da autoimagem e mais disposição. Além disso, o projeto movimenta a quadra e promove a integração entre os jovens e a comunidade”, afirmou.

O diretor da unidade, professor Elias Alves, também destaca a aproximação entre a escola e os moradores. “A abertura da escola fortaleceu a integração com a comunidade e ampliou a participação das famílias na vida escolar. Às terças, quintas e sábados, recebemos mães, pais, alunos e outros moradores em atividades esportivas, culturais e de lazer. Essa presença aproxima as famílias da escola, fortalece os vínculos e contribui para o desenvolvimento dos estudantes”, declarou.

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A vigilante Camila Rosenberg procurou o projeto como uma alternativa para deixar o sedentarismo e pretende continuar frequentando as aulas. “Vi o anúncio e vim participar. Gostei muito das atividades. Às vezes, a pessoa não tem dinheiro para pagar uma academia, e aqui a atividade é gratuita e aberta à comunidade”, relatou.

Aluno do 9º ano do Ensino Fundamental, João Pedro de Santiago participou pela primeira vez e ressaltou a oportunidade de integração. “Muda bastante coisa, porque as pessoas que ficariam na rua têm a oportunidade de estar aqui aprendendo.”

Antônio Rafael Sampaio da Silva frequenta a unidade para jogar futebol e conviver com outros moradores. “A gente joga bola, se diverte e fica tranquilo, sem briga”, contou.

O autônomo Kaíke Pereira da Silva, de 24 anos, reforçou o vínculo criado entre os participantes. “Representa alegria para o pessoal da comunidade. Toda terça e quinta o pessoal está aqui jogando, na amizade. Vai criando uma família.”

Em Cuiabá, o Escola da Comunidade atende cerca de 2 mil pessoas e tem previsão de alcançar até 23 unidades escolares em 2026.

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